segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Desconstruindo ditados

"What you can´t see won´t hurt you...
It will kill you".

Fazendo uma adaptação para o nosso ditado, eu diria: o que os olhos não vêem, o coração ressente ou pressente.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Sobre o impulso (física também é poesia)

Impulso é a grandeza física (ou libidinal*) que mede a variação da quantidade de movimento de um objeto. Geralmente causada pela atuação de uma força (uma força misteriosa, talvez causada pela superação do medo, da suspensão temporária do conforto da inércia*). A unidade no Sistema Internacional de Unidades para o Impulso é o N.s (newton segundo ou newton vezes segundo).

Desejo repentino de fazer algo (sem pensar nas conseqüências); força ou estimulação repentina

Movimento comunicado a um corpo (quando tocado por outro*).

Estímulo que possui força para levar o indivíduo a fazer DETERMINADA ação. Qualquer estímulo pode vir a ser um impulso. (Mas não é qualquer impulso que nos leva a atuar em uma determinada ação*).

Ação de uma força sobre algo para que possamos colocá-lo novamente em movimento.

Atuação de forças (afetivas*) sobre um corpo, ou seja, essa grandeza (de espírito*) mede o esforço necessário para colocar um corpo (sujeito*) em movimento.

p.s. Para tornar a física mais poética eu trocaria estímulo por desejo. Não somos uma pilha de recepções nervosas funcionando sobre a base ação e reação.
p.s.2. Movimento é uma ação que se mede através da divisão entre vontade, risco e resiliência.

p.s.3. ... e se alguém lhe oferecer flores, isso não é impulso!
* Notas pessoais.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

fluir

Cansei de alimentar lagoas,
sou do mar, do rio, das nuvens,
gosto das folhas balançando.
Busco uma equação que envolva pressão, força, intenção e calor sobre gravidade zero.
Resta saber se consigo segurar algo comigo assim passando.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009


segunda-feira, 30 de novembro de 2009


Catando denúncias

Procuro um indício de calor,
alguma faísca involuntária do olhar,
um aceno franco à oeste dos lábios,
uma fenda no sistema imunológico egóico,
um sopro na aorta,
um tropeço da zaga,
a coceira na nuca,
evasivas do vento,
coisas de museu,
raridades arqueológicas.
Humanos desreplicantes.
Descomplicantes.
Não perca por W.O.
Se entregue comparecendo,
perdemos mesmo preparados,
ninguém sabe quem está lá,
tire o medo para dançar,
não deixe a beleza cegar,
não existe coração inteiro,
jogue apesar das ausências,
basta escolher o que é preciso saber e esquecer.

__________________________________________________________________

* A sigla W.O., muita usada no mundo dos esportes, significa “walk over“, o que, numa tradução literal para o português, seria andar sobre algo. Segundo o dicionário Oxford, o termo vem das corridas de cavalo, e se refere aos eventos que só tinham um jóquei na disputa, pelo fato de os outros terem desistido ou faltado à prova. Quando isso acontece, o único competidor presente precisa apenas andar sobre (walk over) a pista para ganhar.

Hoje, quando se diz, por exemplo, que um time vai ganhar a partida por W.O., o entendimento é de que o adversário não compareceu, dando assim a vitória para o oponente.
Acordei tarde,
naufraguei por arrependimento,
não decifro bem as âncoras,
estou sempre por fazer,
enfartei de dançar comigo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Falta de luz

Quando falta luz corro para as janelas reais.
Então apoio os cotovelos no parapeito e o olhar passeia pela rua, rumo ao céu alaranjado, visita o vizinho, rasteja pelo chão, se volta para dentro.
A presença da luz constante nos impede de enxergar o essencial; nossos pensamentos e a própria solidão. A escuridão me ajudou a enxergar um pouco melhor ontem.
A verdade é que ninguém sabe o que fazer consigo sem recursos elétricos, sem artifícios.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Inter 1 X 0 Atlético Mineiro


Confesso que não quis ver o jogo do Inter contra o Atlético Mineiro ontem, disfarcei falta de interesse para não chamar a atenção dos deuses do futebol, quis fugir do que seria a provável derrocada final do inter no campeonato. Já estava bastante decepcionado e cansado. Essa gangorra de melhor do primeiro turno a um dos piores do segundo me trucidou. Fiquei sem fé nas surpresas positivas latentes, inerentes aos jogos da vida.E não é que o inter brincou com a minha falta de fé! Quando eu desisto ele vai lá e resucita. Realmente o jogo só termina quando acaba. Agora o melhor a fazer é ficar em silêncio, um silêncio que vai nos separar dos 180 minutos restantes e dos 9% de chances de sermos campeões. Não dependemos apenas de nós. Quem depende? O outro estará sempre no caminho. Tudo na vida é questão de combinação. Que as probabilidades se explodam! Sigo não acreditando, mas assistirei os próximos jogos. E vamos Inter!
p.s. E o Celsinho Roth disse que ia ser campeão. Pessoas são como peixes, morrem pela boca.

domingo, 22 de novembro de 2009

Minha versão de Don´t stop believing (jorney)

Uma menina morando num mundo solitário,
pega o trem da meia noite indo para um lugar qualquer,
dividiria seu peito por um certo sorriso,
vive seguindo uma emoção escondida,
assombrada em algum ponto no escuro,
ela quer voltar a jogar os dados uma vez mais,
assim o filme não para nunca,
ela não deixa de acreditar,
espera segurar esse sentimento.