terça-feira, 12 de maio de 2009

Zen e a arte da manutenção de motocicletas

"(...) o exemplo mais notável de rigidez de valores de que consigo me lembrar é a velha armadilha para macacos do sul da Índia, que depende da rigidez de valores para funcionar. A armadilha consiste numa cabaça de coco, oca e acorrentada a uma estaca cravada no chão. Dentro do coco há um pouco de arroz, que pode ser alcançado por um buraquinho. O buraco tem um tamanho suficiente para que a mão aberta do macaco possa entrar, mas é pequeno para que seu punho fechado, cheio de arroz, possa sair. O macaco vai pegar o arroz e se vê repentinamente preso – tão-somente por sua rigidez de valores. É incapaz de reavaliar o arroz. Não consegue perceber que a liberdade sem o arroz é mais valiosa que o cativeiro com ele. Os aldeões estão chegando para captura-lo e leva-lo embora. Estão cada vez mais próximos... cada vez mais!... agora! Que conselho geral – não específico -, mas que conselho de caráter geral você daria ao pobre macaco nessa situação?"

Robert M. Pirsig

5 comentários:

fale com ela disse...

Não acredito...... você tá lendo? Adoro este livro.

Luciane disse...

A rigidez nos faz cerrar os punhos mesmo. Se o macaco abrisse a mão para que ela passasse pelo buraco, um pouco de cada vez, teria um pouco de arroz a cada tentativa mas teria a liberdade também.
Quantas vezes nos prendemos em nossa própria rigidez...
Bela lembrança essa...
Ah, e teu comentário no meu ultimo post é a coisa mais linda...
Beijo!

marcelo disse...

Oi Carmen! Eu lí esse livro há uns bons anos atrás. Ele é maravilhoso né!
"Eu quero paz e arroz, o resto é bom e vem depois". Sem abrir a mão não temos liberdade, liberdade não é fazer o que se quer, ter o que se quer. Liberdade não é um paraíso sem lei.

marcelo disse...

Agora fica mais fácil de entender a decendência!!! :/

Anônimo disse...

bom comeco