quinta-feira, 4 de março de 2010

Um ponto

Eu não estou conseguindo espancar o teclado, não sei o que está acontecendo com meu pensamento, minhas associações não andam tão livres, algo as está prendendo. Eu poderia tentar falar da obsessão de um amigo por uma mulher, da conformidade de uma mulher que aceita qualquer coisa para não se enxergar, da solidão dos malucos por controle, das contingências nascidas da acomodação, do medo de amar, do medo de carecer ou depender. Esses títulos ecoam em minha cabeça, mas parece que ainda estão na forma de sementes. Eu já queria tê-las desenvolvidas, resolvidas, e prontas, mas ainda não consigo. Se for esperar resolvê-las para começar a escrever, talvez fique para sempre mudo.
Me disseram que sou exigente demais, não sou muito paciente mesmo, é que eu não gosto de empatar vidas, tampouco acredito que a fila simplesmente anda, a impressão que tenho é que ninguém espera por outro, parece triste dizer isso, talvez cruel. Eu ainda esperava. Hora de andar.

5 comentários:

Dani disse...

também não sou fã desse negócio de que a fila simplesmente anda, meio esquisito isso. mas acho que a gente deve andar sim, com a porta aberta para quem quiser nos alcançar.

Iara Ga Iañez disse...

Boa!!!

Nádia Lopes disse...

oi, bonito
sabe que por aqui o silêncio se abateu também e não tenho sequer sementes, nenhuma sensação de que vai surgir palavra...deve ser alguma espécie de calmaria antes da tempestade, o mar recua absurdamente antes de fazer tsunami, espero que meus movimentos e as emoções voltem logo...acho que como tu eu também sou do tipo que esperava.
beijo- bem vindo

Dona ervilha disse...

Hora de ir ali para a esquina. :)

nanedesousa disse...

Dois pontos: gostei!
Há dias em que me sinto emudecida também. Com um nó na garganta e dedos travados... incapazes de bailar nos teclados. Em outros períodos talvez apenas fique gestando ideias... Afastada desse exercício facinante.
Bom, adorei seu Blog. Vou virar "freguesa". Prazer em conhecê-lo. E ponto!